Livro | A arte sutil de ligar o foda-se, por Mark Manson

Eu gosto de auto ajuda e por isso que fiquei interessada nesta obra. O livro se vende como um “manual sobre a vida fora da curva” e, em alguns momentos, é mesmo. Já em outros repete clichês. Ao meu ver o diferencial mesmo é o fato de misturar experiências pessoais com conselhos sobre a vida. É meu estilo de texto, por exemplo, o que torna a leitura especial. Pra mim é sempre bom enxergar novos exemplos para aplicar na minha vida. 

Em especial eu comento o conselho de sobreviventes da 2a guerra que, curiosamente, se tornaram melhores depois de terem a vida devastada pelo acontecimento histórico. Eu também cresci muito depois de ter passado por dificuldades imensas, sejam de ordem financeira ou pessoal. Manson relata que após a perda de um amigo tomou vergonha na cara, parou de fumar maconha, voltou a estudar e até emagreceu. Precisou ver o corpo de um cara, que conversava horas antes,  para tornar-se mais responsável sobre suas próprias escolhas. 

Destaco outras coisas que me tocaram no livro:

A forma como ele relata o esforço humano para manter boas relações – eu peco nisso e tenho me esforçado de verdade; faço terapia porque confundo isso com ‘passividade’ porque sempre estoura mais tarde.

Viver dói e não temos muitas alternativas. Essa coisa da auto ajuda de estimular o “buda interno” diante de adversidades pode estar ultrapassada. 

As batalhas determinam as conquistas que estamos dispostos a lutar. 

A incerteza faz parte e quando pensamos mais nisso, nos tornamos mais livres. 

“Aprimorar-se numa tarefa é um processo que passa por pequenos fracassos”

Queremos nos jogar em tudo, mas o problema é a dor. 

Senti raiva e fazer merda é inerente a nós. Quando sou babaca e arrogante, cabe a mim tentar mudar isso reconhecendo e começando do zero. Isto é maturidade.

Gostei também das divações a respeito do amor romântico idealizado que prejudica os compromissos entre adultos. Ele comenta ainda sobre a sensação positiva que temos ao descobrir que somos felizes com menos. O livro pode ser dispensável para quem não tem proximidade com o assunto, mas fui tocada em alguns momentos. 

E, por fim, gostei muito quando ele advogou sobre estabilidade. Manson viajou o mundo como “nômade digital” despertando a inveja de 80% dos jovens de dois anos atrás, quando isso era ‘modinha’. No entanto, ele argumenta que depois de 50 países tudo se tornou mais chato. As experiências tão prazeirosas antes acabaram se tornando tediosas. Hoje ele está mais feliz porque tem uma esposa e um apartamento. Nós humanos cansamos com o tempo de aventuras e por mais que pareça divertido, a estabilidade combina conosco a medida que nos tornamos mais velhos.

Em meu blog de análises, eu publico os livros relacionados a dados. 

 

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